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Nintendo retorna oficialmente ao Brasil após 5 anos

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Após a retirada de suas operações no país em janeiro de 2015, a Nintendo finalmente traz seu mais recente console, Nintendo Switch, lançado em março de 2017, para venda no mercado brasileiro. A partir do dia 18 de setembro será possível adquirir o híbrido pelo valor de R$2.999 em suas duas versões mais famosas, a com Joy-Con cinzas e a conhecida como Neon, com os simpáticos controles em azul e vermelho.

A demora para o lançamento em território nacional trouxe pelo menos uma vantagem: em 2019 o Switch passou a ser produzido com uma bateria que apresenta maior autonomia, um dos maiores problemas das versões mais antigas e motivo de dezenas de reclamações dos fãs pelo mundo – um problema grave para um console que deve funcionar em modo portátil ou conectado à TV. A caixa ainda traz todos os acessórios necessários para conectá-lo aos televisores, não sendo necessário nenhum investimento adicional.

O Pro Controller, que se assemelha a um controle mais tradicional, também estará disponível por R$469 além de pares adicionais de Joy-Con por R$499 nos conjuntos rosa e verde neon e azul e vermelho neon. Tanto o console quanto seus acessórios serão comercializados exclusivamente pelas Lojas Americanas, Magazine Luiza e Submarino.com.br.

O Nintendo Switch Lite, versão que conta apenas com o modo portátil, está nos planos de comercialização da gigante japonesa no Brasil apenas para 2021, ainda sem data definida. Sem controles destacáveis e em cores diversas, é a aposta da Nintendo para quem procura algo mais simples que o console padrão.

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A saída

A Nintendo deixou de distribuir oficialmente seus produtos no Brasil em janeiro de 2015, época que ainda investia no 3DS e no Wii U, além das versões em mídia física das dezenas de títulos lançados para os consoles. Na época, alegando desafios no ambiente de negócios brasileiro, como altos impostos no setor, a dificuldade de importação e a decisão pessoal da empresa de não produzir os jogos nacionalmente, a Big N por meio de seu diretor e gerente geral para a América Latina da Nintendo of America, Bill van Zyll, anunciou a suspensão das atividades no país, mas pontuando que não iriam abandonar de vez o mercado local, avaliando a situação até uma oportunidade de reingresso.

Uma nova chance

Cientes da imensa paixão dos brasileiros por franquias como The Legend of Zelda e Pokémon, na BGS 2018 foi anunciado que brasileiros donos do console híbrido poderiam adquirir cartões pré-pagos para download de títulos específicos vendidos em lojas selecionadas. Até então era necessário comprar os jogos com um cartão de crédito internacional em uma eShop fora do Brasil ou se contentar com a versão nacional da mesma, que sequer vendia todos os títulos lançados e nem mesmo era acessível diretamente pelo aparelho, sendo necessário um computador ou celular para efetuar as compras, além, é claro, do cartão de crédito.

Títulos como Super Mario Odyssey, The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Super Smash Bros Ultimate, Splatoon 2 e ARMS foram alguns escolhidos, sendo acompanhados posteriormente por Pokémon Sword e Pokémon Shield, entre outros.

Parece estranho vender os jogos sem a distribuição oficial do console, mas pelo visto o teste de mercado agradou aos investidores, já que o formato será mantido. Por enquanto, os cartuchos ainda não estão nos planos dos investidores, uma forma de reduzir os custos e burocracias, contando ainda apenas com a loja digital e a venda de cartões pré-pagos, sendo também uma forma de comércio com valores muito mais acessíveis que os praticados para a mídia física, considerando que um jogo sai, em média, US$59,99, o que em conversão direta e sem taxas já custaria mais caro que os valores da eShop.

Reajuste

É de conhecimento geral que a Nintendo volta ao Brasil em um momento muito conturbado para a economia nacional. A flutuação da moeda e desvalorização do real frente ao dólar estimularam o reajuste de preços de diversos títulos. Alguns jogos sumiram do catálogo e voltaram com o valor reajustado, outros simplesmente foram alterados, como Paper Mario: The Origami King, Astral Chain e Xenoblade Chronicles: Definitive Edition, que já podem ser adquiridos por R$299 (estando antes todos na faixa de R$250). Infelizmente outros títulos também terão seus valores readequados, sendo um conselho direto de van Zyll que aqueles que puderem invistam logo em títulos como Animal Crossing: New Horizons, que por enquanto está com seu preço de lançamento.

O executivo garante que a empresa se esforçou para manter um valor equilibrado diante de tantos fatores na América Latina que dificultam a precificação no setor de videogames, apesar de mudanças nos impostos brasileiros que tornaram possível o retorno ao país.

Localização

Não é de hoje que os fãs brasileiros pressionam a Nintendo para receber a localização e tradução dos grandes títulos para o português, mas por enquanto não há qualquer indicativo de que o sonho se tornará realidade. Apesar de jogos alguns dos jogos mobile como Fire Emblem: Heroes e Super Mario Run terem 100% de localização, a Nintendo pisa em ovos com a questão de traduzir suas grandes franquias, já que diálogos precisam ser muito bem contextualizados e adaptados a cada idioma.

Suporte

Os anos de observação criteriosa do mercado brasileiro fizeram a Nintendo optar, desta vez, pela parceria com as distribuidoras Ingram Micro Brasil e Rcell, além de também substituir a assistência técnica autorizada no país, agora nas mãos da Deal4b Soluções em Tecnologia. Com o problema constante de drift nos Joy-Con, a Nintendo mundialmente arca com a substituição ou reparo dos controles gratuitamente após diversos problemas jurídicos enfrentados em alguns países.

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