Connect with us

CS:GO

Mais treinadores brasileiros são punidos devido ao “Bug do Coach”

Publicado

on

O comunicado

Nesta manhã, a Esports Integrity Commission (ESIC) revelou uma nova onda de treinadores de CS:GO punidos pelo uso do famoso “bug do coach”. No total, são 37 indivíduos, sendo oito deles brasileiros. Alguns dos nomes citados já eram conhecidos, como é o caso de Ricardo “dead” Sinigaglia, mas outros (como Nicholas “guerri” Nogueira e Alessandro “Apoka” Marcucci) foram oficialmente anunciados pela primeira vez.

O banimento dos infratores é válido para competições que possuem parceria com a ESIC (como ESL, DreamHack e BLAST), mas isso não impede que outras organizações adotem as mesmas medidas. O tempo individual de afastamento varia com a gravidade de cada infração (sendo esta julgada por análises realizadas internamente). Confira a lista de brasileiros afetados pela medida, incluindo a punição delegada a cada um deles:

  • Ricardo “dead” Sinigaglia (ex-MIBR) – banimento de 6 meses e meio
  • Nicholas “guerri” Nogueira (FURIA) – banimento de 4 meses
  • Alessandro “Apoka” Marcucci (BOOM Esports) – banimento de 5.4 meses
  • Bruno “⁠ellllll⁠” Ono (paiN Gaming) – banimento de 10 meses
  • Henrique “⁠rikz⁠” Waku (DETONA Gaming) – banimento de 10 meses
  • Pedro “⁠peu⁠” Lopes (W7M Gaming) – banimento de 10 meses
  • Arthur “prd” Resende (RED Canids) – banimento de 10 meses
  • Arno “⁠ArnoZ1K4⁠” Junior – 10 meses banido

Alguns treinadores internacionais famosos e respeitados também apareceram na lista. Entre eles, estão Aleksandr “MechanoGun” Bogatyrev, Robert “⁠RobbaN⁠” Dahlström, Faruk “⁠pita⁠” Pita, Slaava “⁠Twista⁠” Räsänen e Sergey “⁠starix⁠” Ischuk.

O “bug do coach”

O bug em questão é capaz, essencialmente, de dar ao treinador uma visão aérea (com liberdade para mover a câmera) de qualquer ponto do mapa da partida que estiver em progresso. Desde que o coach não desfizesse a ação, ele poderia se manter nesta posição de vantagem durante o jogo inteiro. O árbitro Michal Slowinski, um dos principais responsáveis pela descoberta tanto da trapaça quanto de seus usuários, fez um tweet demonstrando o funcionamento do glitch:

Durante o tempo em que esteve ativo, o bug era extremamente fácil de se ativar. Para fazê-lo, era necessário que o treinador entrasse na partida antes de qualquer outro jogador de seu time. Isso permitiria ao trapaceiro escolher a posição em que se fixaria, podendo ser em locais normalmente inacessíveis ao jogador. Assim, o coach era capaz de monitorar indevidamente a atividade adversária. Esse recurso é utilizado, segundo descobertas do próprio Slowinski, desde 2015.

A reação dos treinadores

Na última sexta-feira (25), dead postou um comunicado no TwitLonger, em que afirmou que as punições estão sendo aplicadas até mesmo sem evidência de que o bug tenha sido realmente usado pelos treinadores em questão. No entanto, a ESIC explicou a ele que, a partir do momento em que o bug ocorre, o coach deve se desconectar ou estará se colocando em uma posição que fere a integridade do esporte, obtendo ou não uma vantagem com isso. Em razão disso, o ex-coach da MiBR concordou com a punição que recebeu. O comunicado completo pode ser encontrado na íntegra no tweet abaixo:

Apesar disso, cada caso é único, assim como a reação dos treinadores acusados. Alguns, como guerri e Apoka, seguem alegando inocência, baseando-se no pressuposto de que eles estavam atrás dos jogadores, e não em seus próprios computadores, enquanto o bug ocorria. O técnico da BOOM fez um tweet, onde apontou que era possível notar a falta de movimento em seu computador, sinal de que ele não estava presente, no momento do bug. Enquanto isso, o coach da FURIA fez um vídeo para explicar o assunto. Essa gravação pode ser conferida abaixo:

Vídeo feito por guerri, em que ele argumenta a favor de sua inocência no caso do “bug do coach”.

Outros técnicos admitiram a culpa e aceitaram a punição sem contestar. É o caso de prd, que chegou a ser afastado da RED Canids, time em que atuava recentemente.

Veja também: dead reconhece erro e se desculpa com a comunidade

Clique para comentar